terça-feira, 3 de julho de 2012

Em Time Que Ganha ...


Existem barreiras pelas quais passamos em relacionamentos e acho que uma que acaba se tornando pesada é a “paciência”. Talvez pelo fato de que a vida que temos em São Paulo, nos obrigue a acelerar a vida, os passos, essa “aceleração” nos torna intolerantes e sem paciência para com o próximo.

Eu puxei o assunto pela paciência pelo simples fato de que ultimamente muitas pessoas têm reclamado de seus relacionamentos em um ponto: diferença de idade. É muito complicado começar algo sem saber os riscos, entrar levianamente em um relacionamento é algo bonito, porém acho que isso se resume aos filmes e séries, a vida real é um pouco mais complexa apesar de poder ser simples.

Um fato que pode ajudar na decisão sobre o que querer da vida é que o ser-humano até mais ou menos os 22/23 anos não consegue tem uma visão subjetiva. O que isso significa? Significa que será mais fácil entender também os adolescentes rsrsrs. O jovem que ainda não possui essa visão subjetiva não consegue perceber e nem compreender com facilidade que as ações possuem consequências, não conseguem ver que existem coisas que não são apenas simples, ou que no final de tudo, um pedido de desculpa resolve sempre.

Consertar as coisas é uma maneira de se relacionar, mas uma hora isso se torna saturado, é preciso começar a viver sem ter que toda hora consertar, ou achar que tudo vai ficar bem sem se preocupar antes. Esse tipo de pensamento acaba que eliminando a paciência. Consertar problemas é algo extremamente válido, porém não se pode usar sempre, um time bom é aquele que usa táticas diferentes para ganhar do adversário e se modifica para melhorar desempenho e diminuir o desperdício.

A visão subjetiva ajuda a perceber, na verdade, a prever, certos tipos de infortúnios que você possa ter e permite que você troque certas respostas e comentários antes de fazê-los. Basicamente ajuda você a entender que certos tipos de comentários não devem ser feitos, certas coisas devem acontecer, certas formas de falar devem ser refletidas.

Não é possível sempre determinar que a idade vá dar conta disso, afinal temos pessoas que se tornam mais maduras precocemente e outras que acabam levando mais tempo para amadurecer. Por isso é bom lembrar que paciência deve existir para que haja um relacionamento mais tolerante, mais puro e menos carregado.

Como sempre digo, e parece que sempre preciso responder ambos os lados devem trabalhar, devem se esforçar, devem lutar, uma luta única apenas causa cansaço e desistência. Será que nós não somos culpados por isso? Sempre somos nós as vitimas, ou nós somos os culpados?

Conseguir refletir antes de agir e perceber o mundo ao seu redor faz das pessoas, seres-humanos mais convivíeis. Em time que vence não se mexe? I don’t think so. Se torna previsível e facilmente derrotado. Se torna sem graça e entediante, sem nada de novo, basicamente perde-se a graça.

terça-feira, 5 de junho de 2012

Comodidade


Hoje em nossas vidas somos assolados por grandes dificuldades e problemas sociais. Questões como a copa, transporte entre outros, nos preocupam a cada segundo. Vou colocar outro problema, mas como sempre discuto sobre comportamento, este não será diferente. Uma das maiores barreiras na vida de uma pessoa, além das dificuldades propriamente implantadas pela sociedade, a comodidade se tornou um grande abismo entre o conseguir e o ficar parado.
Por inúmeros motivos na vida somos colocados a ficar parados. O cansaço é imposto a nós não como uma forma de opção, mas como uma forma de obrigação. Por estarmos cansados em trabalhar, estudar, namorar, casar, ter amizades, nós acabamos por optar ficar parados. Nós esquecemos que as pessoas se movimentam, o mundo se movimenta em diferentes tempos que nós, não temos a consequência que vivemos épocas e situações diferentes a todo tempo. Esquecemos que na verdade temos que parar e analisar o contexto e o que tem havido. Relacionamentos tem se esgotado pelo fato das pessoas estarem acomodadas e paradas, afinal para que fazer algo que antes eu fazia de bom sendo que já conquistei meu ser amado? Às vezes é necessário darmos uma respirada para resgatar sentimentos que estão sendo esmagados pelo cotidiano. Bom aí está algo que não é novidade, pois em qualquer lugar e em muitos sites falam-se de “relação fria”, ou, “relação que está esfriando”. Eu venho aqui talvez fazer uma apelo para possamos lutar contra isso, para que saiamos da zona de conforto onde tudo está, aparentemente, bem do jeito que esta. Os beijos não são mais como eram antes. As noites juntas deixaram de ter aquelas borboletas. Existem alguns céticos que dizem que as relações sempre vão tender para esta direção, mas eu discordo, acho que isso se torna discurso de pessoas preguiçosas e acomodadas que mais se preocupam com a própria vida do que com uma vida em conjunto. Chegamos a uma conclusão de que tudo aos poucos vai acabando e ai quando nós somos os causadores do fim ouvimos: “mas você está certo! Tem que se preocupar só com você.”, “Você tem que fazer suas coisas”, “Fulano deveria ter te entendido”. Usando como exemplo a ultima frase, acho engraçado como sempre temos que ser entendidos, mas nós pouco procuramos entender o próximo.
Se colocar no lugar de alguém é entender que as pessoas tem necessidades que precisam serem atendidas as vezes. Olhar para o próximo, saber o que o seu amor, o seu amigo, a sua mãe, o seu pai, seus familiares, precisam apenas por olhar é algo que infelizmente poucos têm. É algo que pode ser adquirido, porém leva-se tempo e dá um certo trabalho, ou seja, acomodados nunca terão.
Para vocês que estão cercados por pessoas acomodadas o único jeito é viver uma vida inteira falando e expressando o que se sente. Talvez a paciência uma hora acabe, então neste caso te desejo muita sorte.

O que falta na sociedade, no mundo, além do amor que aos poucos vai morrendo, é a empatia que muitos fazem questão de nascer sem, ou esquecer em casa por que ela deve pesar na bolsa ou na mochila. 

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Influencias e Mudanças


Se existe algo que acredito é que não mudamos ninguém. Podemos tentar, podemos insistir e obrigar, mas quem decide sempre será o indivíduo.
Apesar de acreditar nesta regra, eu acredito que possamos influenciar quem está ao nosso redor, podemos mostrar por atitudes, falas, exemplos e assim acreditar que nossa semente pode ter sido implantada no interior de alguém. O que desestimula é que passamos muito tempo tentando influenciar alguém, dizer coisas que possam fazer crescer e nada acontece. Isso me lembra a “Parábola do Semeador” em que Jesus, o Cristo, descreve como funciona a palavra que semeamos as pessoas. Algumas pessoas aproveitam e se tornam grandes pessoas e passam alguns ensinamentos adiante, tem outras que escutam, ficam felizes, prometem incorporar, mas logo se esfriam, pois acham tudo muito complicado e tudo muito difícil. Alguns ouvem, mas acabam fingindo que não é para eles, ficam acomodados, preferem achar que é absurdo e que conhecem tudo da vida e de todos.
Aos poucos tenho tentado encarar que no ultimo exemplo de pessoas é preciso deixar que a vida, de forma dura, agressiva e intolerante, mostre que estão errados. O que pode deixar ainda mais chateação e pêsames é que alguns não mudarão nunca, mesmo que a vida os deixe a porta da morte, da solidão e do desespero.
Dizer que devemos viver a vida e ignorar estas pessoas é algo fácil, mas muito dolorido ver entes queridos, amigos preciosos, colegas tão estimados passarem por isso.
Não é fácil ver a necessidade dos demais e fingir que nada está acontecendo ao seu redor, porém é algo que em tempos se torna essencial parar nosso crescimento e amadurecimentos, pois podemos tomar essas situações como exemplos e aprendizado, e também parar que quem sofra possa aprender com os erros e mudar a visão que tem de certas partes da vida.
Os nossos caminhos e escolhas não são fácies às vezes, mas quem os decide caminhar somos nós mesmos, sendo ou não influenciados, por isso procure alguém que é boa influencia, que te coloque para cima quando vocês precisar, que abra seus olhos quando estiver errado e você não consiga ver.
Que nunca estejamos fechados a mudanças importantes para nosso crescimento e amadurecimento.

Ter pessoas importantes e que agregam ao nosso redor nos faz crescer e nos ajuda a continuar a caminhada na vida.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Exagero

Novidades no ar?
Sim! Hoje vamos mudar um pouco a rota do blog. Sempre analisei tudo de um circulo externo e agora consigo ver coisas de um circulo interno também.

É muito normal pensarmos que existem exageros, alguns momentos forçados, uma coisa mais teatral, mas o mundo dos que amam e estão em algum relacionamento é um mundo tão deles, tão próprio, tão único que se torna incompreendido por todos aqueles que estão ao redor. A real é que não existe limites e regras, não existem parâmetros 100% verdadeiros e verídicos para se estipular o exagero. Existem atitudes e convivências doentias sim, mas falo de algo que ainda esta na base da normalidade, ou de algo aceitável.

Temos a tendência a criar datas, momentos, inventar tempo, estipular acontecimentos, mas nem tudo acontece nessa ordem, ou em alguma ordem qualquer.

“O que vem rápido vai rápido?”
Não necessariamente, nem sempre algo demorado é duradouro, mas sim pode ser empurrado pela barriga. O problema não é o que vem fácil, ou rápido, mas sim a “manutenção”. É muito fácil colocar a culpa de que tudo foi muito fácil, mas o que você fez para manter o laço? O que você fez para que esse laço ficasse forte, maduro? Não há jeito para se ter algo a não ser que você construa, que você mantenha uma base solida. A intimidade chega, e com ela deveria vir compreensão, entendimento, humildade, aceitação, mas o que vejo é que nada disso vem e ai a base não se fortalece, não cresce, como ter uma casa com fundação na areia?

Não vemos o que temos de fato feito e ai pensamos que o outro não era bom suficiente, começamos acreditar no que nos falam, nos cercamos de barreiras e cercas que são impostas pelos nossos amigos e deixamos de pensar como seres únicos e começamos a pensar como os outros. Deixamos de ser quem somos e somos inseridos em algum grupo.

Ninguém melhor do que dois para saber o que se passa na vida amorosa. Alguns amigos são joias preciosas, mas outros mostram suas faces e suas verdadeiras intenções quando você se relaciona amorosamente com um alguém.

Portanto não sinta que esteja exagerando quando você tiver certeza que é algo real e verdadeiro, quando você perceber que esta falando de alguém que muito ama e quer bem.



Revisado por: Edgar Ignácio

quarta-feira, 7 de março de 2012

Não Fale. Não Aja. Pense

Esses dias eu estava assistindo “The Walking Dead” e algo me chamou muita atenção. Durante o episodio, o filho do protagonista diz algumas coisas sem pensar para uma mulher que acabara de perder a filha. Após um tempo, o pai conversa com o filho e diz a seguinte frase: - “Don’t talk. Think”. Continuei vendo o episodio e em um determinado momento o menino vê um morto-vivo e começa a provoca-lo, a ponto do morto-vivo quase se soltar da armadilha. No final do episódio, o senhor que estava no grupo é atacado por este morto-vivo e acaba sendo morto.

O que consigo reparar neste episódio é o que venho dizendo e ouvindo. Nós devemos parar muitas vezes, não falar, não agir e pensar. Somos fáceis de cometer erros uma vez que não somos perfeitos, mas alguns desses erros poderiam ter sido evitados. Não peço a ninguém para que “chore pelo leite derramado”, mas que reflita o que se passou, as palavras ditas e usadas, por que muitas vezes magoamos e, ou atingimos alguém pela falta de reflexão própria.

Cada pessoa tem a sua linha de limite do que pode, do que não pode, do que é aceitável e do que não é, e partindo desse pressuposto de que cada um é diferente acredito que a forma de tratar, de agir, de fazer piadas, de comentar sobre a roupa e a cabelo e de se interferir na vida deve ser sim pensada, analisada, refletida e estudada. Vale lembrar que além de nossa vida pessoal temos nossa vida profissional, que merece o mesmo tipo de preocupação, por que tratamos com chefes, subordinados, empregados, donos, professores, médicos, advogados e cada um, cada departamento, tem sua maneira de receber cada conversa e isso também acontece na vida pessoal.

Analisar cada pessoa leva-se tempo? Sim! É como se você fizesse seus exercícios na academia, você começa com pouquinho e acha que não consegue fazer mais do que aquilo, com um tempo de prática você pega pesos maiores e melhorando sua resistência, e percepção do que aguenta ou não. Não acredito que seja impossível, acredito que algumas pessoas tenham facilidade e outras levem mais tempo para que isso seja concluído. Vale ressaltar que a terapia ajuda muito a você desenvolver a empatia, uma vez que ela faz você pensar como o seu próximo pensaria na mesma situação.

Lembrando que isso não se restringe apenas a fala, mas a ações também. Temos a tendência a achar que estamos fazendo bem ao próximo tomando uma decisão que cabe somente a ele e não a nós. Atropelamos a vida de alguém por que nós achamos que sabemos o que é melhor.

A frase que fica para nós é: “Não fale. Na aja. Pense!”. E após uma reflexão saudável, você pode tomar sua decisão.

Revisado por: Edgar Ignácio

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Let's Play a Lovegame?


Quando somos crianças, adoramos brincar com jogos de tabuleiro e afins. Nós nos divertíamos nos escondendo, correndo um atrás do outro, pulando casas, jogando pedras e fazendo telefone sem fio, entre outros jogos. Mas, e quando essas brincadeiras infantis não saem nunca da nossa vida e nos seguem até a chamada “maturidade”?
 

O que vejo nos casais hoje em dia, é que por falta da confiança, por falta do ceder e pela exorbitante presença da arrogância e orgulho, as pessoas costumam fazer joguinhos, para se mostrarem superiores, manda-chuvas e controladores. Criam regras de dias, e das ações que devem ou não fazer, para se sentirem amadas e procuradas. O que acho disso tudo? A big bowl of shit! Não tem coisa mais infantil e imatura do que esses joguinhos depois de estar mais firmemente com a pessoa. Uma coisa é usar essas técnicas para fazer um charme no começo, e mostrar que você tem jeitinhos de conquistar alguém, mas depois de um tempo esses jogos se tornam obsoletos, infantis e mal resolvidos.
Por que alguém que tem plena consciência de que está feliz e convive com alguém que quer viver um bom tempo precisa fazer joguinhos? Insegurança define muito bem esta situação. Se você se sente inseguro deveria conversar com seu companheiro a respeito. Caso não consiga procure ajuda profissional, ou por ultimo, um amigo confiável.

A relação baseada em jogos não se sustenta, uma hora todos nós cansamos de jogar, e alguém acaba perdendo e muitas vezes pode ser você. Por isso insisto em vocês refletirem, por que esses jogos são legais no começo, mas sustentar isso até um tardio fim não é! Se torna pesado, egoísta, sofredor e amargo. Às vezes destroem algo que era para ser, algo que valia a pena lutar. Deixamos de nos tornar pessoas mais maduras e sustentamos cada vez mais esses jogos, até um ponto que eles se tornam vícios e não conseguimos mais deixar de jogá-los, não conseguimos permanecer em relacionamentos e quando eles duram, se tornam relacionamentos frustrados, cheios de desconfianças e incertezas.

Como basear sua vida nisso? Uma vez que você tem esses jogos como vicio, você transpassa para todas as áreas da vida e acaba se tornando uma pessoa de difícil convivência. Vale à pena perder uma ótima relação, seja ela em um namoro, casamento, amizade, por que não se consegue evoluir no quesito “games”? 

Revisado por: Edgar Ignácio


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Amizade X Namoro

A vida nos ensina por meio de situações, perdas, ganhos, decepções, desilusões, amores verdadeiros, amigos, família, pessoas, conhecidos e etc. Recentemente, vendo alguns amigos meus, reparo que a compreensão que dizem ter uns aos outros, as vezes parece ser meio interesseira, ou até egoísta.

É muito comum quando um dos nossos amigos mais estimado começa a namorar, ele acaba se afastando e quando nós deveríamos ativar o botão “compreensão” e “empatia”, ele não é ativado pelo simples fato de que nós estamos muito mais preocupados com a nossa felicidade em estar perto deste amigo do que com a felicidade de ele ter achado um alguém especial. Às vezes acaba sendo meio ignorânte de nossa parte, por que  nossos amigos podem ter outros amigos, mas não podem namorar. Vamos pensar!

Usamos inclusive algumas artimanhas para que eles se sintam culpados como: “Ah! Mas se ele te lagar eu não vou ficar enxugando suas lagrimas, por que você me abandonou”. E ai quem namora começa a sentir culpado e acaba fazendo coisas que preferiria não fazer para agradar amigos que não possuem alguns pinguinhos da tal compreensão que dizem.
Quando se namora as coisas mudam, se você de fato gosta do seu companheiro, você pretende ficar mais tempo com ele, aproveitar os momentos que têm livre para estar junto, mas é claro que amizades devem ser regadas, e mantidas.

As vezes, posso até ser grosseiro, mas acho que essa atitude de nossos amigos são impulsionadas por duas coisas: recalque e dor de cotovelo. Por que existe uma diferença que é: quando se separa de um casamento os amigos compreendem, quando se separa de um namoro, não. Não é por que seu amigo namora, que ele vai deixar de te ver, ou sair com você, mas isso ocorrerá menos, por isso é sempre bom termos vários grupos de amigos, para que não nos julguemos e nem cobremos presença. Acho que é um bom momento pra entendermos de fato nossos amigos, afinal, hoje julgamos, amanhã, seremos julgados pelo mesmo motivo.
Se seu melhor amigo começou a namorar, hora de seguir em frente e fazer novas amizades, ou ir atrás de outros amigos. Lutar contra o namoro nada mais é do que um desejo egoísta. Se ele não for a baladas, festas, casas, pizzarias, etc, vale a pena entender, compreender.

E para quem namora, acho que vale a pena continuar vendo amigos sim, indo em seus convites de saídas, mas lembre-se que assim como seus amigos precisam ser “regados”, seu namoro também precisa e se estiver no começo ainda mais, para que se criem o que? Raízes. Se seus amigos não entenderem eu tenho apenas um conselho: paciência. Ninguém nasceu grudado em ninguém, e se de fato forem amigos seus e quiserem que você seja realmente feliz, eles vão entender, se não forem, sugiro que reveja suas amizades, ou se não quiser, tenha paciência e esse amigo pode atrapalhar sua relação.


Revisado por : Edgar Ignácio